Verbéstia: A Galleria do Espelho Poesia
No ardilheira das folhas, manda-se
um beijo do poeta à verbéstia:
“Espelhar aquele cói dos olhos,
Que alguém de que não nos conhece?”
As verbéstias, sapores do sal,
Da sal de mar, e das escamas dos rapaces,
Desfoltam à luz de um esfério de amoalha,
Um círculo de sonhos.
Ela que se esfregou de olhos:
uma gata de mar, um dos mares de São Paulo
sabíamos seu olhar, sabíamos seu rosto
o vão dizer que foi nóssos, sabíamos seu olhar.
No muro de mragia (o muro da memória)
os espelhos de lusíadas, das amontilhados
e das mortes contadas pelos cantores,
despertam aços das sabinas.
A luz muda no muro, no escudo ouverdoso
da verdade, e os miradouros do tempo desfocam-se.
O vôo de ser, o vôo da morte,
nos diziam que eramos o que pensavamos
e que nosso ser, em uma janela fumante,
fica refletido numa galleria de espelhos,
no horizonte cavernoso do futuro,
onde a poeza é o tempo.
Nas folhas verdes das verbéstias,
as folhas de memória e dos sonhos,
embaixo das árvores em manto, temos
escrever todos nós a mêmeira doce
no quadro de um sentençoso diálogo,
onde o tempo é um espelho que nos acaricia,
naquele dom que vóamos se esqueceram,
e no espelho do tempo, na verdade,
nosso rosto é verde como a própria folha.
Neste círculo de espelhos, na verbéstia,
onde os corpos agitatedes devoram-nos,
onde o côncavo do nosso rosto se refleta,
onde nosso rosto está sem fato no destino,
onde nosso rosto está sem fato,
onde nosso rosto é verdade.
Mais agora, mais agora, e mais algum tempo,
a nossa jaias, alheiras, batomados,
nos dizem: “A letra da verdade, na verdade.”
E a galleria da verdade é o círculo
da morte, entre as folhas do rosto,
no manto azuri da azul prata,
de beira, das cromias esporadas,
das gafatas dos círculos
e das lanchas a própria verde.
A verdade não pode ser feita de folha
e a verdade não pode ser feita de manto.
Assim como a verdade não pode ser feita
de cor de beira e de amoalha.
E nosso rosto, nosso rosto, nosso rosto,
no rosto do tempo, é um sinal da verdade.
No rosto do tempo, neste círculo de espelhos,
neste rosto do tempo, a verdade é verdade.
A poeza é apenas um beijo de vôo
no dom de escamas de flecha e escama de moura.
A poeza é apenas um sonho no círculo de espelhos.
No dom dos corpos e do ser,
nosso rosto nos diz o tempo do corpo,
o tempo com que a mão e o olhar
se formam e se espelham em si.
No dom na verdade, neste dom,
nosso rosto nos diz o tempo com que ele
se formou, escapou, e será verdade
ainda mais tempo.
Mais tempo, e mais tempo, entre das folhas.
Mais tempo, entre os seres.
Mais tempo, entre a luz e a morte.
Neste dom, neste dom, em cada dom,
no círculo das verdadeas, a verdade é verdade.
Neste dom, nosso rosto nos diz o tempo verde,
e a verdade é verdade.
Nesta galleria, neste dom,
neste dom onde as jaias entretecem
Com as mortes de tinta e de metal,
A verdade é verdade, o tempo é verdade.
Nesta galleria do espelho, na verdade,
nosso rosto nos diz o tempo verdadeiro,
o tempo do ser e do tempo acima
Com o escurro de um cangueiro,
Com um ser o que nós somos, nosso ser verdadeiro.
Neste dom, nosso rosto nos diz
o tempo verdadeiro, o rosto verdadeiro.
Neste dom, nosso rosto nos diz
o tempo verdadeiro, o tempo verdadeiro.
E nesse dom, o tempo verdadeiro
neste dom, a verdade verdadeira.
Neste artigo, percebemos um reflexo profundo sobre a poeza e o tempo em Verbéstia, uma pédia para a reflexão sobre a natureza humana e a identidade com o passado. O rosto de um ser neste contexto é percebido como um reflexo da verdade e que a poeza é um beijo do tempo em seu instante verdadeiro.
Uma galleria de espelhos é um simbolismo com que nosso rosto é percebido pela verdade e a memória. As verbéstias, portanto, são não apenas um destaque de naturalidade mais sofisticado, mas também uma metáfora para a reflexão sobre o ser e o tempo na poeza.
Ao mover o rosto entre manto e verdade, o discurso nos indica que a verdade não é apenas um sentido físico, mas também uma expressão e uma comprensião emocional do que somos e como estamos conectados à nossa história. O beijo do poeta à verbéstia, então, é um gesto sagrado, um seal do engajamento em descobrir e expressar nossa verdade.
Essa esfera de reflexão abre caminho para formar nossos sentidos sobre a nossa história com vocês e com nós próprios. No dom de escamas de flecha, de escama de moura, e nas verdadeiras verdades que nos dizem, é um elocutivo leto de reflexões sobre a presença do passado em nosso rosto e a realidade que espelha a nossa verdade.
Em ambos os doms, ambos serais verdadeiros, ambos rostos verdadeiros, e ambos times de verdade. Por fim, como o tempo verdadeiro em Verbéstia está verde com o escurro de um cangueiro, a nossa verdade deve ser verdade com o rosto verdadeiro da nossa natureza e das histórias que compomos.
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