Palavras como Pintura: O Arte de Criar com Verdades
No espaço da linguagem, como na pintura, se espalha uma matriz em que cada notação, tanto como cada pigmento, se espalha, através de linhas e cores que se misturam, se destruem para ser construída uma obra mais pura e alta. Às palavras, no seu papel de materiais, cabem todas as possíveis expressões, desdobravelhos, efíelcias, emocões, e infelicidades que, alimentados pela mente, se transformam em obras que vivenciam e transformam a realidade.
No livro de Eça de Queirós “Amor de Perdição”, a narrativa, cuja narratagem percorre em um estilo parecido com um retrato em cores subidos de tono, desenha um quadro onde as pernas “púrpuras”, de um cão, representam a intromissão de um falso conseguimento que assédio e esválinhar o conhecimento do mundo por parte de uma criatura inocente. Aqui, as palavras não cuidam para desenhar um estado de coisas como nós o conhecemos, mas sim, para cada língua, cada indivíduo, representam um ponto onde, no cenário da vida, o amor pode ser construto ou destruição, como em um pincel, os tópicos podem ser dezembro arco-laser, para um, ou pôrto vermelho, para o outro.
O mistério das linguagens é o mistério das vidas, uma peça sob a ênfase de cada ator. Cada palavra é uma paleta; cada frase, um quadro; cada livro, uma obra. Como o artista que mistura verdor e azul para desenhar um ceu, o escritor, misturando verdades semelhantes ou opostas, transforma trutas humanas em histórias. Isso é a magia da palavra-chave.
A história da Palavra é antiga, uma antiga e férrea prática que, antes de ser uma estratégia para comunicar, é uma forma de conhecimento. No primeiro contacto, no dizer de “alguém” para outro, de “isso” para aquilo, a palavra introduz uma ideia. Isso implica uma transformação mais profunda no cotidiano do que certas vítimas de crimes, onde as palavras, ao contrário do que se espera, tornam cotidiano e especulativo o que poderia ser mortifero e absoluto.
O ato de escolher a cor certa de palavras para construir um texto é o mesmo que atender ao enigma de um retrato. Como um pintor atenção à detalhes como o tom do espaço entre formas, o escritor da linguagem vai atender à necessidade de distâncias vocativas entre palavras, para que o envolvimento se alimente e a verdade se vai expressar. Cada uma e cada uma deixa uma marca, como um dos nossos próprios marcantes, em uma história, em uma vida, em um século.
O uso da palavra como método para reter e dar forma ao mundo é, dentro de algumas escolas de filosofia, a prática de verdade dialógica, não apenas de um conflito de visões, mas sobre como se constroem e afetam as verdades através da linguagem. Podemos vermos isso na obra de Leibniz, no qual a linguagem é uma espécie de criptografia que permite a nossa mente compreender o universo, ou mesmo no estilo de Shakespeare, que usa a linguagem de modo a capturar e definir o vício humano de uma maneira que levanta-nos nos sentidos, mesmo que aconteçam aquilo que acontece a seu leque.
No fim, o mistério das palavras, como no seu uso para desenhar o universo dos conhecimentos, é um mistério de verdade, mesmo que também é um dos grandes mistérios de ações ou de negociações. O arte de criar com verdades não é somente sobre construir uma explicação clara de algo que já existe, mas também sobre criar com palavras que não antes existiam, para mostrar novas verdades, para criar obras que não foram construídas antes, e realizar especulações sobre a realidade que, de um modo ou de outro, se tornaram parte da realidade.
A palavra, enquanto materiais, é capaz da mesma ineficácia e vida verdadeira da peça de pintura. Ao espalhar-se por nossas mentes e nossas consciências, elas criam mundos. A linguagem, que é a arte de criar com verdades, revela-nos a são os muitos aspectos de nosso universo, pergunta-nos até aonde conseguimos alcançar com nossas palavras e, com isso, atinge um nível de conhecimento mais puro e alta.
Em palavras simples, se o mundo é como ele é, é porque as palavras como pintura o definem. E, sem pretensões ao absoluto, sem nenhuma certeza própria de ouvir, é na complexidade e na variedade das verdades que esses artefatos nos possibilitam a viver e a pensar, cada um com o seu tema e sua linha. E é nesta jornada sempre-evoluindo, onde cada peça de palavras pode ser, como um ponto de cor nas mãos de um artista, um ponto crítico de nossa realidade, uma peça-chave, que, se misturam bem, pode fazer-nos desenhar um mundo inimaginável, dentro de nossa mente.
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